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Documentação
Programa 1º Festival Nacional de Dança Popular
Título
Programa 1º Festival Nacional de Dança Popular
Date
1978
N.º de páginas
66
Intervalo de páginas
1-79
content
A cultura é criada pelo povo, não a cria os artistas.
A burguesia não produz arte:
falta-lhe a terra
falta-lhe a inspiração.
0 povo inspira-se todos os dias.
Vejam os camponeses. . .
A sua música fala da sua vida,
da lavoura, das colheitas, da rega.
Conta como foi colhido o arroz,
a cabaça, a massaroca. . .
Quando está a trabalhar, a suar sob o Sol,
regando a terra com o seu suor,
o camponês canta.
Volta a casa
com um cântaro de água na cabeça,
pensa que tem de fazer fogo para cozinhar,
vive a vida e canta a vida.
Nas noites, nas horas de descanso,
quando a Lua-cheia o ilumina,
canta ao seu trabalho, conta as suas penas,
seus sofrimentos, suas esperanças. . .
canta a felicidade.
Canta a dança,
pode ser triste ou alegre,
uma referência à história
ou um episódio quotidiano.
Mas, seja como for, tem um significado real.
Define um inimigo
e como lutar contra esse inimigo.
Samora Moisés Machel em cumprimento das directivas do III Congresso da
FRELIMO de colocar a cultura ao alcance e ao serviço das largas massas e de promover o intercâmbio cultural entre
as várias regiões do País, o Ministério da Educação e Cultura inscreveu no seu Programa de Actividades para 1978 a realização do 1.° FESTIVAL NACIONAL DE DANÇA POPULAR, o qual vem decorrendo desde Janeiro de 1978, envolvendo o Povo inteiro do Círculo à Nação. Mais de 200 000 dançarinos participaram já no Festival até ao nível provincial; mais de 250 danças diferentes foram apresentadas e milhões de moçambicanos tiveram a oportunidade de assistir e discutir a origem, o significado e evolução de várias danças.
De 17 a 24 de Junho, na capital do País, cerca de 600 dançarinos exibirão uma grandiosa e apoteótica amostra da riqueza e diversidade do património cultural do nosso Povo, as danças mais importantes e representativas de todo o País, muitas das quais haviam sido completamente proibidas e banidas pelo colonialismo.
Pela primeira vez, e graças à luta heróica e vitoriosa do Povo Moçambicano, vão ser apresentadas em liberdade e sem quaisquer restrições as danças populares moçambicanas como o mapico, chindimba, o nhau, o chitáli, o tufo, o chigubo, o muthimba, o makhway, o muthine, o mukapa, etc., etc., o que reforçará e consolidará as bases culturais da nossa unidade e do nosso poder.
Deste modo, o l.° FESTIVAL NACIONAL DE DANÇA POPULAR é o testemunho vivo do carácter popular da linha política da FRELIMO e da decisão do Povo Moçambicano de fazer a Revolução, construir o Socialismo e edificar uma cultura nova, popular. Nos regimes anti-populares, a cultura é monopolizada por uma minoria social que dela se serve para dominar e explorar a maioria do Povo; mas a revolução cultural apoia-se nas capacidades do Povo e põe necessariamente toda a cultura ao serviço do Povo que a cria.
O 1.° FESTIVAL NACIONAL DE DANÇA POPULAR, ao proceder ao levantamento, reabilitação e preservação de vários elementos da nossa cultura constitui também uma importante contribuição para o enriquecimento do património cultural da humanidade.
Neste Programa que agora se apresenta, encontramos dados sobre a origem, o significado e a evolução de algumas danças, e a programação dos espectáculos integrados nesta fase final do l.° FESTIVAL NACIONAL DE DANÇA POPULAR.
A burguesia não produz arte:
falta-lhe a terra
falta-lhe a inspiração.
0 povo inspira-se todos os dias.
Vejam os camponeses. . .
A sua música fala da sua vida,
da lavoura, das colheitas, da rega.
Conta como foi colhido o arroz,
a cabaça, a massaroca. . .
Quando está a trabalhar, a suar sob o Sol,
regando a terra com o seu suor,
o camponês canta.
Volta a casa
com um cântaro de água na cabeça,
pensa que tem de fazer fogo para cozinhar,
vive a vida e canta a vida.
Nas noites, nas horas de descanso,
quando a Lua-cheia o ilumina,
canta ao seu trabalho, conta as suas penas,
seus sofrimentos, suas esperanças. . .
canta a felicidade.
Canta a dança,
pode ser triste ou alegre,
uma referência à história
ou um episódio quotidiano.
Mas, seja como for, tem um significado real.
Define um inimigo
e como lutar contra esse inimigo.
Samora Moisés Machel em cumprimento das directivas do III Congresso da
FRELIMO de colocar a cultura ao alcance e ao serviço das largas massas e de promover o intercâmbio cultural entre
as várias regiões do País, o Ministério da Educação e Cultura inscreveu no seu Programa de Actividades para 1978 a realização do 1.° FESTIVAL NACIONAL DE DANÇA POPULAR, o qual vem decorrendo desde Janeiro de 1978, envolvendo o Povo inteiro do Círculo à Nação. Mais de 200 000 dançarinos participaram já no Festival até ao nível provincial; mais de 250 danças diferentes foram apresentadas e milhões de moçambicanos tiveram a oportunidade de assistir e discutir a origem, o significado e evolução de várias danças.
De 17 a 24 de Junho, na capital do País, cerca de 600 dançarinos exibirão uma grandiosa e apoteótica amostra da riqueza e diversidade do património cultural do nosso Povo, as danças mais importantes e representativas de todo o País, muitas das quais haviam sido completamente proibidas e banidas pelo colonialismo.
Pela primeira vez, e graças à luta heróica e vitoriosa do Povo Moçambicano, vão ser apresentadas em liberdade e sem quaisquer restrições as danças populares moçambicanas como o mapico, chindimba, o nhau, o chitáli, o tufo, o chigubo, o muthimba, o makhway, o muthine, o mukapa, etc., etc., o que reforçará e consolidará as bases culturais da nossa unidade e do nosso poder.
Deste modo, o l.° FESTIVAL NACIONAL DE DANÇA POPULAR é o testemunho vivo do carácter popular da linha política da FRELIMO e da decisão do Povo Moçambicano de fazer a Revolução, construir o Socialismo e edificar uma cultura nova, popular. Nos regimes anti-populares, a cultura é monopolizada por uma minoria social que dela se serve para dominar e explorar a maioria do Povo; mas a revolução cultural apoia-se nas capacidades do Povo e põe necessariamente toda a cultura ao serviço do Povo que a cria.
O 1.° FESTIVAL NACIONAL DE DANÇA POPULAR, ao proceder ao levantamento, reabilitação e preservação de vários elementos da nossa cultura constitui também uma importante contribuição para o enriquecimento do património cultural da humanidade.
Neste Programa que agora se apresenta, encontramos dados sobre a origem, o significado e a evolução de algumas danças, e a programação dos espectáculos integrados nesta fase final do l.° FESTIVAL NACIONAL DE DANÇA POPULAR.
Date Created
2018-07-19
Creator
Tiago Simões
category
Livro
Country
Moçambique
Medium
Papel Impresso (preto e branco)

