SILVA, Guilherme
Cantor
Instrumentista
Guilherme Alberto Elias da Silva
Guilherme Silva
Guillian
n. Morrumbene, Província de Inhambane, 1958-05-01
Filho de Alberto Silva e Etelvina Wassiketa, Guilherme Alberto Elias da Silva é um dos músicos mais internacionalizados no cenário musical moçambicano. Embora tenha nascido numa família de artistas, em que cinco de seus irmãos, Guilherme Silva tinha o sonho de ser médico. Ainda na adolescência, mudou-se com a família para a Província de Tete, onde devido a uma série de circunstâncias, acabou por fazer o curso técnico de contabilidade, tendo, para o efeito, estudado em diferentes escolas, tais como a Escola Comercial de Tete e a Escola Comercial de Maputo. Esta última quando da sua ida para a capital, em fins da década de 1970, onde deu início da carreira musical, actuando em clubes nocturnos, conseguindo ganhar algum dinheiro, algo considerável para a época.
Em 1979, em busca de melhores condições e da possibilidade viver como músico, rumou para Suazilândia para tocar, na condição de imigrante ilegal e depois, de refugiado. Tinha também planos de juntar dinheiro para realizar um antigo sonho de tocar em Portugal, acabou, entretanto, tendo um relacionamento amoroso com uma das filhas do Rei Shobuza, que conheceu em uma de suas apresentações. Nesta época, fez uma parceria musical com a fadista portuguesa Maria Dulce e pouco depois, deslocou-se à Pretoria, na África do Sul, onde por acaso, surgiu-lhe a oportunidade proporcionar-lhe-ia a condição de realizar o seu sonho. Casualmente, tocava no mesmo local onde realizou-se a eleição dos representantes do 1.o Congresso Mundial das Comunidades Portuguesas, que veio a realizar-se em Portugal, em 1981. Silva apresentou-se durante o jantar e a audiência ficou de tal maneira impressionada, que oi convidado pelos organizadores a participar do evento.
Efectivamente, a 10 de Junho de 1981, realizou-se em Lisboa, o referido congresso, no Hotel Penta, cuja gerência acabou por oferecer um contrato de três meses, depois de ficar impressionado com as actuações de Silva. Ao invés de três meses, o reconhecimento do seu talento acabou por credenciá-lo a ficar por três anos. Nesta sequência, apresentou-se em inúmeros espectáculos, regulamente acompanhado de estrelas locais como a cantora Ágata e Herman José. Em 1987, deslocou-se para Valência, na Espanha, onde em principio, actuaria por duas semanas. Uma vez mais, a historia repetiu-se, acabando por ficar por um período ainda maior: dez anos.
Já neste fase, Guilherme Silva passa a ser conhecido como o “Homem Orquestra” devido à sua opção, como artista, de apresentar-se a solo, cantando e tocando a guitarra, com acompanhamento de ritmos e batidas pré-programadas em um teclado. De tal maneira que, sozinho, conseguia executar todos os elementos da música. Este género de músico ou de performance é também conhecido como “one man show”. Outro aspecto característico dos “one man show” é a execução do repertório de sucessos da música pop internacional, isto é, de música de outros artistas. Algo que costuma ser alvo de críticas, mas para Silva, foi por esta via que pôde apresentar-se diante de grandes figuras, tais como presidentes, reis, entre outros dignitários. “Sempre cantando aquilo que as pessoas gostam de ouvir”, nas suas próprias palavras.
Assim, entre os anos de 1987 e 1989, foi distinguido com três prémios da industria musical espanhola, dada a sua popularidade no circuito musical. Também destacou-se devido à sua versatilidade, uma vez que para executar tão vasto repertório, desenvolveu a capacidade de cantar em diversas línguas, nomeadamente, o português, espanhol, inglês, tsonga (no sul de Moçambique) e bitonga (falada na Província de Inhambane), entre outras, eventualmente.
Depois de longos anos de ausência, Guilherme Silva retornou ao país já em fins da década de 1990, para uma agenda de concertos no Café Djambu, na Baixa da Cidade Maputo. Entretanto, esta fase não durou muito tempo e já na viragem da década, regressou a Portugal, onde veio a fixar residência por alguns anos. Nesta fase da carreira, adoptou o nome artístico de Guillian, alegadamente por ser um nome de difícil pronúncia no espaço da lusofonia. Até que desde fins da década de 2000, outra mudança de ares o levou a fixar residência na cidade de Fortaleza, capital do estado brasileiro de Ceará, onde encontra-se até os dias de hoje.
Nome
Nomes alternativos
Função
Local de nascimento
Data de nascimento
Género
Biografia
Em 1979, em busca de melhores condições e da possibilidade viver como músico, rumou para Suazilândia para tocar, na condição de imigrante ilegal e depois, de refugiado. Tinha também planos de juntar dinheiro para realizar um antigo sonho de tocar em Portugal, acabou, entretanto, tendo um relacionamento amoroso com uma das filhas do Rei Shobuza, que conheceu em uma de suas apresentações. Nesta época, fez uma parceria musical com a fadista portuguesa Maria Dulce e pouco depois, deslocou-se à Pretoria, na África do Sul, onde por acaso, surgiu-lhe a oportunidade proporcionar-lhe-ia a condição de realizar o seu sonho. Casualmente, tocava no mesmo local onde realizou-se a eleição dos representantes do 1.o Congresso Mundial das Comunidades Portuguesas, que veio a realizar-se em Portugal, em 1981. Silva apresentou-se durante o jantar e a audiência ficou de tal maneira impressionada, que oi convidado pelos organizadores a participar do evento.
Efectivamente, a 10 de Junho de 1981, realizou-se em Lisboa, o referido congresso, no Hotel Penta, cuja gerência acabou por oferecer um contrato de três meses, depois de ficar impressionado com as actuações de Silva. Ao invés de três meses, o reconhecimento do seu talento acabou por credenciá-lo a ficar por três anos. Nesta sequência, apresentou-se em inúmeros espectáculos, regulamente acompanhado de estrelas locais como a cantora Ágata e Herman José. Em 1987, deslocou-se para Valência, na Espanha, onde em principio, actuaria por duas semanas. Uma vez mais, a historia repetiu-se, acabando por ficar por um período ainda maior: dez anos.
Já neste fase, Guilherme Silva passa a ser conhecido como o “Homem Orquestra” devido à sua opção, como artista, de apresentar-se a solo, cantando e tocando a guitarra, com acompanhamento de ritmos e batidas pré-programadas em um teclado. De tal maneira que, sozinho, conseguia executar todos os elementos da música. Este género de músico ou de performance é também conhecido como “one man show”. Outro aspecto característico dos “one man show” é a execução do repertório de sucessos da música pop internacional, isto é, de música de outros artistas. Algo que costuma ser alvo de críticas, mas para Silva, foi por esta via que pôde apresentar-se diante de grandes figuras, tais como presidentes, reis, entre outros dignitários. “Sempre cantando aquilo que as pessoas gostam de ouvir”, nas suas próprias palavras.
Assim, entre os anos de 1987 e 1989, foi distinguido com três prémios da industria musical espanhola, dada a sua popularidade no circuito musical. Também destacou-se devido à sua versatilidade, uma vez que para executar tão vasto repertório, desenvolveu a capacidade de cantar em diversas línguas, nomeadamente, o português, espanhol, inglês, tsonga (no sul de Moçambique) e bitonga (falada na Província de Inhambane), entre outras, eventualmente.
Depois de longos anos de ausência, Guilherme Silva retornou ao país já em fins da década de 1990, para uma agenda de concertos no Café Djambu, na Baixa da Cidade Maputo. Entretanto, esta fase não durou muito tempo e já na viragem da década, regressou a Portugal, onde veio a fixar residência por alguns anos. Nesta fase da carreira, adoptou o nome artístico de Guillian, alegadamente por ser um nome de difícil pronúncia no espaço da lusofonia. Até que desde fins da década de 2000, outra mudança de ares o levou a fixar residência na cidade de Fortaleza, capital do estado brasileiro de Ceará, onde encontra-se até os dias de hoje.
Instrumentos
Referências Bibliográficas
Notas
https://www.reverbnation.com/guilhermesilva,
acedido a 2018-11-14

