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Fonogramas
Marrabenta
Título
Marrabenta
Editora
Etiqueta associada à editora
Alvorada
Data / ano de publicação
1965
Medium
Disco Vinil (Single), 7'', 45 r.p.m.
Local de fabrico
Porto, Portugal
Transcrição de elementos da capa
Marrabenta
Fotógrafo
Transcrição do booklet
No seu contexto formal a marrabenta representa as alegrias e os entusiasmos expontâneos da juventude. A sensualidade que se lhe surpreende é comum a todas as danças africanas, não contendo por isso nenhuma motivação meramente maliciosa.
Os dançarinos simulam durante a dança uma perseguição do rapaz à rapariga recheada de incidentes e permanentemente encorajada por provocações ingénuas por parte dela que, por sua vez, também pode actuar como se fosse a perseguidora.
Embora possa ser dançada em grupo, numa roda, a marrabenta é normalmente dançada aos pares.
No movimento fundamental o cavalheiro e a dama, virados um para o outro, deslizam suavemente para os lados em pequenos movimentos circulares e envolventes que se assemelham ao "cerco" dos pugilistas. Contudo, em momento algum da dança têm contacto corporal.
O movimento pode ser desencontrado, isto é, pode acontecer que os dançarinos se desloquem para lados opostos, e pode também suceder que os dançarinos se conduzam sempre para as mesma direcções.
Tanto no sentido da direita como no da esquerda, o corpo desliza transferindo alternadamente a incidência do seu peso da aponta do pé para o calcanhar. Com a ponta do pé livre - consoante o movimento seja para a esquerda e para a direita - o dançarino ajuda delicadamente a deslocar o corpo, ao mesmo tempo que marca a batida do ritmo.
Os quadris pendem sucessivamente para adiante e para trás, dentro do ritmo e de acordo com as posições do calcanhar e da ponte do pé sobre o qual o corpo esteja apoiado.
Na marrabenta o corpo nunca se torna rígido porquanto os ombros, a cabeça e o busto marcam permanentemente as inflexões do ritmo. Os braços ora descansam sobre os quadris oram sobem até à nuca e, em certos momentos se esticam para os lados, à altura dos ombros, tal como num espreguiçar.
As mãos devem ter também os seus movimentos, sublinhando as expressões do resto na mímica que traduz os sentimentos e as situações da música e dos versos.
ELISA GOMARA SAIA - número cantado por Rosa Tembe, tem um título que significa em português "Elisa, engoma a saia". E explica-se textualmente na letra da canção e no que se poderá chamar de espírito do número, que uma amiga aconselha a uma rapariga de nome Elisa que prepare a roupa da saída para ir dançar a marrabenta num baile marcado para essa noite.
BAMBATELA SÁBADO - que tem como solista António Williams, evoca os tempos da magica, percursora da marrabenta. "Bambatela Sábado" significa "apalpa, Sábado", sendo "Sábado" o nome de um jovem dançarino que, diz o povo, dançava com gestos não muito do agrado das moças que acontecesse acompanharem-no numa marrabenta.
LAURINDA - "Laurinda", que dá título a esta interpretação da Orquestra Djambu, é mesmo Laurinda, isto é, um nome feminino. Neste número "Laurinda" é uma jovem mãe que se deixa possuir pelo entusiasmo da marrabenta e dança mesmo com o filho às costas. Não podendo interromper-se para descansar a criança na esteira - o que sugere a força avassaladora do ritmo da marrabenta - Laurinda grita às outras dançarinas, pedindo-lhe que lhe tirem a criança das costas.
XINWANANA - "Bebé" significa em português o título deste número. Trata-se de uma canção pejada da ironia amarga peculiar do povo Ronga: uma mãe a quem ninguém lobolou diz ao mundo que o bebé branco que tem nos braços foi concebido sem que ela - a mãe - tivesse amado algum branco.
NOTA: estes números, cujos versos já existiam antes mesmo da marrabenta, pertencem ao que se pode chamar repertório especial das excurções de ucanhi e xicadju, sendo, por conseguinte, dos mais vulgarizados da "Cidade do caniço".
Os dançarinos simulam durante a dança uma perseguição do rapaz à rapariga recheada de incidentes e permanentemente encorajada por provocações ingénuas por parte dela que, por sua vez, também pode actuar como se fosse a perseguidora.
Embora possa ser dançada em grupo, numa roda, a marrabenta é normalmente dançada aos pares.
No movimento fundamental o cavalheiro e a dama, virados um para o outro, deslizam suavemente para os lados em pequenos movimentos circulares e envolventes que se assemelham ao "cerco" dos pugilistas. Contudo, em momento algum da dança têm contacto corporal.
O movimento pode ser desencontrado, isto é, pode acontecer que os dançarinos se desloquem para lados opostos, e pode também suceder que os dançarinos se conduzam sempre para as mesma direcções.
Tanto no sentido da direita como no da esquerda, o corpo desliza transferindo alternadamente a incidência do seu peso da aponta do pé para o calcanhar. Com a ponta do pé livre - consoante o movimento seja para a esquerda e para a direita - o dançarino ajuda delicadamente a deslocar o corpo, ao mesmo tempo que marca a batida do ritmo.
Os quadris pendem sucessivamente para adiante e para trás, dentro do ritmo e de acordo com as posições do calcanhar e da ponte do pé sobre o qual o corpo esteja apoiado.
Na marrabenta o corpo nunca se torna rígido porquanto os ombros, a cabeça e o busto marcam permanentemente as inflexões do ritmo. Os braços ora descansam sobre os quadris oram sobem até à nuca e, em certos momentos se esticam para os lados, à altura dos ombros, tal como num espreguiçar.
As mãos devem ter também os seus movimentos, sublinhando as expressões do resto na mímica que traduz os sentimentos e as situações da música e dos versos.
ELISA GOMARA SAIA - número cantado por Rosa Tembe, tem um título que significa em português "Elisa, engoma a saia". E explica-se textualmente na letra da canção e no que se poderá chamar de espírito do número, que uma amiga aconselha a uma rapariga de nome Elisa que prepare a roupa da saída para ir dançar a marrabenta num baile marcado para essa noite.
BAMBATELA SÁBADO - que tem como solista António Williams, evoca os tempos da magica, percursora da marrabenta. "Bambatela Sábado" significa "apalpa, Sábado", sendo "Sábado" o nome de um jovem dançarino que, diz o povo, dançava com gestos não muito do agrado das moças que acontecesse acompanharem-no numa marrabenta.
LAURINDA - "Laurinda", que dá título a esta interpretação da Orquestra Djambu, é mesmo Laurinda, isto é, um nome feminino. Neste número "Laurinda" é uma jovem mãe que se deixa possuir pelo entusiasmo da marrabenta e dança mesmo com o filho às costas. Não podendo interromper-se para descansar a criança na esteira - o que sugere a força avassaladora do ritmo da marrabenta - Laurinda grita às outras dançarinas, pedindo-lhe que lhe tirem a criança das costas.
XINWANANA - "Bebé" significa em português o título deste número. Trata-se de uma canção pejada da ironia amarga peculiar do povo Ronga: uma mãe a quem ninguém lobolou diz ao mundo que o bebé branco que tem nos braços foi concebido sem que ela - a mãe - tivesse amado algum branco.
NOTA: estes números, cujos versos já existiam antes mesmo da marrabenta, pertencem ao que se pode chamar repertório especial das excurções de ucanhi e xicadju, sendo, por conseguinte, dos mais vulgarizados da "Cidade do caniço".
Local de prensagem
Lourenço Marques, Moçambique
RPM (velocidade)
45 rpm
Prefixo do número de catálogo
AEP
Número de catálogo
60693
Links associados
Criador do item
Té Lacerda
Data de criação
2018-07-19


