DJINDJI, Dilon
Intérprete
Cantor/a
Compositor/a
Guitarrista
Dilon Djindji
n. Vila de Marracuene, Província de Maputo, Moçambique, 1927-08-14
Nascido a 14 de Agosto de 1927 na Vila de Marracuene, Dilon Djindji é um dos mais longevos músicos moçambicanos em actividade e um dos principais ícones da Marrabenta. Iniciou-se na música acompanhando um de seus irmãos mais velhos, que à época, apresentava-se em convívios familiares e nocturnos na região. Dilon passou a imitar os toques do xigogogwani, uma espécie de guitarra artesanal muito comum nas zonas rurais e suburbanas da zona sul de Moçambique. Narra que, em 1939, apresentou-se diante de Óscar Carmona, então presidente de Portugal que, naquele ano realizou um comício na Vila de Marracuene, no âmbito do seu périplo oficial pelas antigas colónias.
Entretanto, a sua inclinação pela música encontrou resistência nos pais que optaram por lhe transferir para Lourenço Marques, onde poderia realizar os estudos. Com efeito, em 1940, foi morar com outro irmão mais velho no Bairro da Malhangalene, onde viveu até 1946. Neste período, frequentou a escola da paróquia católica (actualmente a Escola Industrial 1.o de Maio), mas por algumas divergências com os padres, transferiu-se para a Escola da Missão Suíça (de orientacao protestanto, presbiteriana), onde teve contactos com Eduardo Mondlane e o missionário André Le Clerc. Por sugestão deste último, ficou tentado a exercer a actividade de pastor, mas por considerar-se ainda muito novo, no ano de 1949, fugiu com alguns de seus colegas para a África do Sul, onde fez pequenos trabalhos em algumas cidades, além de ter actuado como futebolista e pugilista.
Em 1951, regressa a Moçambique e dois anos depois, em 1953, passou a trabalhar como Chefe de Gabinete de Melhoramentos na empresa estatal Caminhos de Ferro. Dilon relata que, nesta função, participou da construção do Estádio da Machava (inaugurado em 1958 com o nome de Estádio Salazar, em homenagem ao líder do Estado Novo português), que era propriedade da empresa. Anos mais tarde, em 1957, exerceu a mesma função na antiga empresa de electricidade Sonefe, também em Lourenço Marques.
O seu retorno às lides musicais deu-se em 1962, quando fundou o agrupamento Estrela de Marracuene, onde tocava guitarra e cantava músicas de sua autoria e de outros artistas da época. Paralelamente a outras actividades profissionais, as suas actuações com o conjunto renderam-lhe alguma notoriedade no circuito musical laurentino. Já ao fim da década, conseguiu alguns contratos de gravação de LPs e para performance em algumas das principais casas de pasto da cidade, em simultâneo com o circuito cultural suburbano, bastante efervescente. Nesta altura, passa a integrar o elenco da célebre empresa de entretenimento “Produções 1001” que, em 1971, mudou de nome para “Xitimela 1001” por sugestão do próprio Dilon.
É neste período que surge aquela que seja talvez a maior polémica da música popular moçambicana, em que Dilon rivalizava com Fany Mpfumo pelo título de “Rei da Marrabenta”, ou seja, sobre quem seria o principal intérprete do género. Esta discussão foi bastante alimentada pela canção “Marracuene kuni King ya Marrabenta”, cujo significado era interpretado de maneiras diferentes de acordo com cada um dos contendores. Facto é que, rivalidades à parte, a polémica era estimulada pelos empresários e promotores de espectáculos para divulgar o trabalho dos dois artistas.
Após a independência, em 1975, Dilon Djindji e outros artistas que militavam no circuito musical colonial viveram um período de ostracismo relativamente longo que só veio a findar a partir da década de fins da década de 1990, na senda de um movimento de revalorização da música moçambicana levado a cabo por jovens artistas de uma nova geração. Assim, no início da década de 2000, participa do Projecto Mabulu, em que dividiu palcos e estúdios com jovens artistas de hip-hop em busca de uma sonoridade genuína. Devido à projecção alcançada com este projecto e todo o contexto favorável, passou a ser requisitado com mais frequência para actuações e participações constantes em eventos como o Festival da Marrabenta, o maior e mais importante do género, criado em 2008.
Enfim, do alto dos seus 91 anos de idade, Dilon Djindji continua em plena actividade, como um dos principais artistas da música popular moçambicana.
M'PFUMO, Fanny
Nome
Nomes alternativos
Função
Local de nascimento
Data de nascimento
Género
Biografia
Entretanto, a sua inclinação pela música encontrou resistência nos pais que optaram por lhe transferir para Lourenço Marques, onde poderia realizar os estudos. Com efeito, em 1940, foi morar com outro irmão mais velho no Bairro da Malhangalene, onde viveu até 1946. Neste período, frequentou a escola da paróquia católica (actualmente a Escola Industrial 1.o de Maio), mas por algumas divergências com os padres, transferiu-se para a Escola da Missão Suíça (de orientacao protestanto, presbiteriana), onde teve contactos com Eduardo Mondlane e o missionário André Le Clerc. Por sugestão deste último, ficou tentado a exercer a actividade de pastor, mas por considerar-se ainda muito novo, no ano de 1949, fugiu com alguns de seus colegas para a África do Sul, onde fez pequenos trabalhos em algumas cidades, além de ter actuado como futebolista e pugilista.
Em 1951, regressa a Moçambique e dois anos depois, em 1953, passou a trabalhar como Chefe de Gabinete de Melhoramentos na empresa estatal Caminhos de Ferro. Dilon relata que, nesta função, participou da construção do Estádio da Machava (inaugurado em 1958 com o nome de Estádio Salazar, em homenagem ao líder do Estado Novo português), que era propriedade da empresa. Anos mais tarde, em 1957, exerceu a mesma função na antiga empresa de electricidade Sonefe, também em Lourenço Marques.
O seu retorno às lides musicais deu-se em 1962, quando fundou o agrupamento Estrela de Marracuene, onde tocava guitarra e cantava músicas de sua autoria e de outros artistas da época. Paralelamente a outras actividades profissionais, as suas actuações com o conjunto renderam-lhe alguma notoriedade no circuito musical laurentino. Já ao fim da década, conseguiu alguns contratos de gravação de LPs e para performance em algumas das principais casas de pasto da cidade, em simultâneo com o circuito cultural suburbano, bastante efervescente. Nesta altura, passa a integrar o elenco da célebre empresa de entretenimento “Produções 1001” que, em 1971, mudou de nome para “Xitimela 1001” por sugestão do próprio Dilon.
É neste período que surge aquela que seja talvez a maior polémica da música popular moçambicana, em que Dilon rivalizava com Fany Mpfumo pelo título de “Rei da Marrabenta”, ou seja, sobre quem seria o principal intérprete do género. Esta discussão foi bastante alimentada pela canção “Marracuene kuni King ya Marrabenta”, cujo significado era interpretado de maneiras diferentes de acordo com cada um dos contendores. Facto é que, rivalidades à parte, a polémica era estimulada pelos empresários e promotores de espectáculos para divulgar o trabalho dos dois artistas.
Após a independência, em 1975, Dilon Djindji e outros artistas que militavam no circuito musical colonial viveram um período de ostracismo relativamente longo que só veio a findar a partir da década de fins da década de 1990, na senda de um movimento de revalorização da música moçambicana levado a cabo por jovens artistas de uma nova geração. Assim, no início da década de 2000, participa do Projecto Mabulu, em que dividiu palcos e estúdios com jovens artistas de hip-hop em busca de uma sonoridade genuína. Devido à projecção alcançada com este projecto e todo o contexto favorável, passou a ser requisitado com mais frequência para actuações e participações constantes em eventos como o Festival da Marrabenta, o maior e mais importante do género, criado em 2008.
Enfim, do alto dos seus 91 anos de idade, Dilon Djindji continua em plena actividade, como um dos principais artistas da música popular moçambicana.
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